PARTIDO PRESIDIDO POR JALESENSE RECEBEU PROPINA DA JBS

É bem verdade que, considerando os R$ 600 milhões distribuídos a 1.829 políticos e 28 partidos, os R$ 617 mil repassados ao PRP – sigla presidida nacionalmente pelo jalesense Ovasco Rezende – é um mero trocado.

Matéria publicada pelo Diário da Região deste domingo destaca que pelo menos oito políticos da região de Rio Preto – entre eles, Edinho Araújo, Sinval Malheiros e João Paulo Rillo – estão na extensa lista de beneficiados pelas propinas (ou caixa 2, se o prezado leitor preferir) da JBS nas eleições de 2014.  

E entre os 28 partidos, temos o Partido Republicano (sic!) Progressista – PRP – que teria recebido R$ 617 mil da JBS.  O presidente do partido, Ovasco Resende, admite que a JBS repassou R$ 300 mil em 2014, ou R$ 317 mil a menos do que consta na lista. Parte desse dinheiro foi utilizado na campanha do candidato a senador Fernando Lucas (quem?) do PRP.

Em 2006, nosso conterrâneo Ovasco – que é filho do falecido ex-vereador jalesense Dirceu Gonçalves Resende – foi personagem do Jornal Nacional, acusado de tentar extorquir a empresária Ana Maria Rangel, então candidata à presidência da República pelo PRP.

Em conversas gravadas e divulgadas pelo noticioso da Rede Globo, Ovasco aparece pedindo R$ 14 milhões para financiar a campanha, dos quais R$ 3 milhões deveriam ser pagos à sigla como sinal e 800 mil em dinheiro, depositados diretamente em sua conta, sem que fossem declarados à Justiça Eleitoral.

À época, Ovasco, não obstante as gravações, desmentiu a acusação de tentativa de extorsão. Não se sabe se ele chegou a ser acusado formalmente na Justiça. O que se sabe, é que, transcorridos 11 anos, ele continua na presidência do PRP. Abaixo, um vídeo com Ovasco:

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JORNAL DE JALES: TUCANO CARLÃO PIGNATARI QUER A RENÚNCIA DE MICHEL TEMER

capa JJ 28.05.17No Jornal de Jales deste domingo, a principal manchete destaca a participação do desembargador aposentado Walter Fanganiello Maierovich na origem da chamada “ação controlada”, um mecanismo de combate ao crime  organizado utilizado no caso das delações da JBS que colocaram o presidente Michel Temer no olho do furacão e abateram o ex-moralista Aécio Neves. O mecanismo foi introduzido no Brasil por Maierovich em 1995, quando ele atuou na Secretaria Nacional Antidrogas. Walter Maierovich foi juiz em Jales entre os anos 1979/1981.

Destaque, igualmente para a reunião do Fórum da Cidadania, realizada na ACIJ, na segunda-feira, 22, para discutir a falta de policiais civis na Seccional de Jales. Na oportunidade, o delegado Charles Winston de Oliveira destacou que o número de policiais caiu drasticamente nos últimos 20 anos, enquanto a quantidade de ocorrências cresceu mais de 500%.  Segundo o jornal, o prefeito Flávio Prandi está organizando uma caravana de prefeitos, vereadores, deputados e lideranças que irá a São Paulo reivindicar mais policiais civis para os 22 municípios que integram a nossa Seccional.

O sorteio da promoção da ACIJ, que premiou um consumidor de São Francisco-SP com uma moto; a preocupação dos apicultores da região de Jales com a pulverização aérea feita por usinas em canaviais; a luta de Jales para ser classificada como “Município de Interesse Turístico”; a opinião do prefeito Flá sobre a suspensão de uma licitação após denúncia do vereador Tiago Abra; e a visita que o juiz Fernando Antônio de Lima fez a uma residência que acolhe animais (e incomoda vizinhos), antes de propor uma conciliação, são outros assuntos do JJ.

Na coluna Fique Sabendo, o jornalista Deonel Rosa Júnior está informando que – apesar de o PSDB paulista não ter tomado posição sobre as agruras do governo Temer – o deputado tucano Carlão Pignatari, ex-líder do PSDB na Assembleia e terceiro mais votado em Jales nas eleições de 2014, postou um vídeo e uma rede social defendendo abertamente a renúncia do presidente Michel Temer. 

JORNALISTA DIZ QUE PT É SUSPEITO DE PLANEJAR BADERNA EM BRASÍLIA. SAIBA QUEM É ELE

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O jornalista Cláudio Humberto – um ex-serviçal do ex-presidente Collor e notório crítico do PT – publicou a notícia em seu portal, o Diário do Poder:

Cresce a suspeita de que a cúpula do PT planejou o badernaço em Brasília, com violência e vandalismo, incluindo a tentativa de incendiar ministérios. O caso foi entregue à Polícia Federal. O presidente do PT,  Rui Falcão, e outros dirigentes chegaram a Brasília no início da semana para o protesto do dia 24. Na véspera, 23, senadores do PT pediram ao governador de Brasília que a Polícia Militar não revistasse ônibus chegando com manifestantes. Ele se negou a atender o pedido. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O governo acha que ônibus de sindicalistas e “mortadelas” transportava “apetrechos de combate” como bombas, porretes e coquetéis molotov.

Desde março de 2016, Lula exorta seguidores a “ir pro cacete”, como em telefonema com Lindbergh Farias (PT-RJ) gravado pela Justiça.

“Não tem mais jeito, não tem nem dó, nem piedade”, diz o ex-presidente naquela conversa telefônica com o senador fluminense.

Na gravação, Lindbergh promete “ir pro pau”. Ele foi um dos petistas que pediram para a PM de Brasília não revistar ônibus de militantes.

Gostaram? Vejam agora quem é o “jornalista” Cláudio Humberto:

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A TRIBUNA: NOVA LEI DE FLÁ PREVÊ MULTA DE ATÉ R$ 1,5 MIL PARA IMÓVEIS COM CRIADOUROS DO AEDES

capa Tribuna 28.05.17No jornal A Tribuna deste final de semana, o principal destaque foi a suspensão de uma licitação aberta pela Prefeitura de Jales, em virtude de denúncias levadas pelo vereador Tiago Abra(PP) ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado(TCE). A licitação visa a contratação de empresa para prestar serviços de consultoria e assessoria na área contábil e financeira, em substituição à Metapública Ltda, cujo contrato foi rescindido em fevereiro pelo prefeito Flá. Segundo as denúncias de Abra, o edital da licitação contém exigências descabidas com o objetivo de direcionar o resultado.

Destaque, também, para o projeto de lei enviado à Câmara pelo prefeito Flá Prandi, que vai instituir multas de até R$ 1,5 mil aos proprietários de imóveis – residenciais ou comerciais – onde forem encontradas larvas do temível mosquito Aedes aegypti. Em alguns casos, até a simples existência de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito poderá ser punida com multa aos donos de imóveis. Os proprietários de terrenos vagos (e sujos) também estão na alça de mira do prefeito e poderão ser multados caso sejam encontrados recipientes com água.

O julgamento da lei do ex-prefeito Callado que permitiu a concessão de portarias a servidores municipais, marcado pelo TJ para o dia 07 de junho; a reunião do Fórum da Cidadania para estudar medidas visando conseguir mais policiais para a Seccional de Jales; a reunião do recém-criado Conselho Municipal de Turismo, que vai pleitear junto ao governo estadual a classificação de Jales como “Município de Interesse Turístico”; e a nova dor de cabeça da ex-prefeita Nice Mistilides, que está sendo multada pela quarta vez pelo TCE, são outros assuntos de A Tribuna.

Na coluna Enfoque, a curiosa argumentação do ministro Aloysio Nunes Ferreira para defender Temer e Aécio. Na página de opinião, o artigo do infatigável Marco Poletto trata da “pedagogia de um golpe”. O palmeirense Pedro Callado escreve sobre o regime de bens na união estável, enquanto o santista Victor Pereira – um dos filhos favoritos do Fernandinho – fala da Taça Libertadores. No caderno social, o Douglas Zílio foca os colunáveis que badalaram na Expô Fernandópolis.  

EM JALES, NESSE DOMINGO, O ‘1o CONCERTO A DOIS PIANOS – MOZART’ COM ARRECADAÇÃO DE ALIMENTOS PARA HOSPITAIS

CARTAZ Concerto JalesAcontece nesse domingo, 28/05, a partir das 20:00 horas, no Centro Cultural Dr.Edílio Ridolfo, aqui em Jales, o “1° Concerto a Dois Pianos – Mozart”, com os pianistas Bruna Lima, Terezinha Bataglia e André Pignatari. O concerto terá, ainda, a participação especial do também pianista Djalma Silva, além de três violinos e dois violoncelos. 

O evento – que está sendo organizado pela Escola Dinâmica de Educação Musical (EDEM), em parceria com a AVCC – é totalmente beneficente e, além de arrecadar alimentos para o Hospital de Câncer e a Santa Casa de Jales, tem como objetivo estimular a cultura da música erudita. Os convites poderão ser adquiridos mediante a troca por 5 quilos e/ou 5 litros de alimentos.

Novidade em Jales, o projeto “Concerto a Dois Pianos” nasceu em Votuporanga, onde já foram realizadas três apresentações, com enorme sucesso. A última, homenageando Mozart, foi realizada no sábado passado, 20, e arrecadou cerca de duas toneladas de alimentos que foram doados a entidades de Votuporanga.

Aqui em Jales, além da organização da EDEM / AVCC e do apoio da Prefeitura Municipal, o evento conta com o patrocínio da Poliplantas, Unijales, Anglo, Jales Center Hotel, LHBorr e Gráfica Ellos. Faço questão de citar os patrocinadores pois quem apoia a Cultura merece destaque.  

Nascido em 27 de janeiro de 1756, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart é um dos mais importantes compositores do ocidente. Considerado um prodígio desde a infância, iniciou a carreira aos cinco anos e compôs mais de seiscentas obras. Ele morreu de forma inesperada e misteriosa, com apenas 35 anos de idade e sua morte suscitou diversas teorias e versões, que incluíam envenenamento por mercúrio, gripe e até uma estranha doença nos rins.

REVISTA VEJA, QUEM DIRIA, CONDENA VAZAMENTOS E ACUSA LAVA JATO DE ATROPELAR A LEI

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Seria um mea-culpa? A notícia é do Brasil 247:

Num editorial tardio, publicado neste fim de semana, a revista Veja, que foi um dos principais pilares de sustentação da Operação Lava Jato, e também apoiadora de primeira hora do golpe parlamentar de 2016, que produziu a tragédia atual, dá uma guinada radical.

Segundo a publicação, foram ilegais as divulgações dos grampos da presidente deposta Dilma Rousseff com o ex-presidente Lula, repassados pelo juiz Sergio Moro ao Jornal Nacional, da Globo.

Veja também condenou a publicidade dada a conversas entre a ex-primeira-dama Marisa Letícia e seus filhos – que a própria revista divulgou, diga-se de passagem.

Segundo a Abril, o Brasil mergulhou num Estado Policial, com os abusos que estariam sendo cometidos.

Detalhe: a divulgação dos grampos entre Lula e Dilma, pelo juiz Moro, entra na pauta do Conselho Nacional de Justiça nesta terça-feira, 30.

Abaixo, o editorial da Veja:

Estado Policial

Diz a lei que uma interceptação telefônica só pode ser feita com autorização judicial, no tempo em que perdurar a autorização judicial, e seu conteúdo só poderá ser preservado se for relevante para a investigação em curso. Tais limites são estabelecidos para que as conversas telefônicas, de qualquer pessoa, inclusive de suspeitos, não fiquem boiando no éter das tramoias de um Estado bandoleiro. No curso da mais ampla investigação sobre corrupção na história do país, a lei tem sido lamentavelmente desrespeitada.

Na noite de 23 de fevereiro do ano passado, a ex-primeira-da­ma Marisa Letícia falava por telefone com seu filho Fábio Luís, o Lulinha. Na conversa, Marisa, que morreu há quatro meses, ironizava, com o uso de um palavrão, as pessoas que haviam participado de um panelaço contra o PT que acabara de acontecer. Na gravação, ela não dizia nada que interessasse à investigação da Polícia Federal. No entanto, a conversa, que deveria ter sido destruída nos termos da lei, foi preservada e divulgada.

Em 16 de março de 2016, o país inteiro ouviu um diálogo telefônico entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presi­dente Luiz Inácio Lula da Silva. Eram 13h32 de uma quarta-feira, e os dois discutiam sobre o envio de um documento para a posse de Lula como ministro da Casa Civil. O conteúdo da conversa era do interesse da investigação, mas a autorização judicial para monitorar o telefonema acabara às 11h12, duas horas antes. Portanto, depois desse horário a gravação era ilegal. Pois ela foi feita mesmo assim, seu conteúdo foi divulgado e a crise política daqueles dias se aprofundou dramaticamente.

Na semana passada, ocorreu novo episódio de violação da lei das interceptações telefônicas, quando veio a público o diálogo do jornalista Reinaldo Azevedo, ex­-blogueiro de VEJA e colunista do jornal Folha de S.Paulo, com Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves. A gravação estava autorizada judicialmente e se realizou dentro do prazo de validade, mas o conteúdo da conversa entre os dois nada tinha a ver com as investigações. O material deveria ter sido incinerado. Também não foi. Configurou-se outra afronta à lei, com uma agravante: a Constituição prevê a inviolabilidade da comunicação de um jornalista com sua fonte. Esse é um dos pilares do jornalismo nos países democráticos, dado que, sem tal garantia, não existe liberdade de imprensa.

É lamentável que autoridades encarregadas de fazer cumprir a lei — policiais, procuradores, juízes — acabem se tornando violadoras da lei. A Lava-Jato é um poderoso desinfetante em um país de corrupção sórdida. Mas esse tipo de agressão — à lei, à privacidade, à liberdade de imprensa — não é digno de um Estado democrático de direito. É coisa própria de Estados policiais.

OPERAÇÃO POLICIAL PRENDE 07 PESSOAS EM PALMEIRA D’OESTE

A notícia é do portal da Rádio Assunção:

biasiForam aproximadamente 40 viaturas e 80 policiais envolvidos nesta operação que começou por volta das 6h com a chegada das viaturas na cidade de Palmeira d’ Oeste. Segundo o Delegado Operacional Dr. Sebastião Biazi ao Jornal do Povo da Rádio Assunção FM de Jales, a missão específica era a busca por armas, munições e drogas.

Em um prévio balanço o delegado Dr. Biazi acredita, que a operação foi finalizada com êxito, tendo em vista que foram cumpridos mandados de busca em 14 locais, com 6 pessoas presas por tráfico de entorpecente, e uma com agravante de posse de arma de fogo e munições.

Todos foram encaminhados á Central de Polícia Judiciária de Jales para serem ouvidas. Ainda segundo Biazi, uma alta quantidade de maconha, cocaína e crack foram apreendidas na operação.

DEU NA FOLHA NOROESTE DE HOJE

folha noroeste 27.05.17No jornal Folha Noroeste deste sábado, a principal manchete destaca o estudo que o professor Marco Antônio Tecchio, do Departamento de Horticultura da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), de Botucatu, está fazendo sobre o comportamento do cultivo de uvas em algumas regiões do interior paulista, incluindo Jales. O principal objetivo do estudo é, aparentemente, avaliar as possibilidades de nossas uvas na produção de suco e vinho. O professor descobriu que Jales é um importante polo vitícula e que a uva Itália é a base da nossa viticultura.

O jornal está destacando, também, a reunião realizada na segunda-feira, 22, na Prefeitura de Jales, quando foram escolhidos os membros do Conselho Municipal de Turismo, cujo presidente é o professor Weber Kitayama. O novo Conselho começou suas atividades discutindo as chances de Jales ser classificada como “Município de Interesse Turístico”, o que renderia à Prefeitura alguns caraminguás. O prefeito Flá disse que já entrou em contato com alguns deputados estaduais, visando a aprovação de projeto que classifique Jales como município turístico.

Na coluna FolhaGeral, o elétrico redator-chefe Roberto Carvalho está informando que a Praça “Euphly Jalles”, que já conta com três traillers de lanche, deverá receber mais dois lancheiros, transformando-se definitivamente em “praça de alimentação”. Os dois novos traillers são os mesmos que já atuam na Praça “João Mariano de Freitas”, a chamada “Praça do Jacaré”. Eles se mudarão do local, a fim de cumprir TAC firmado com o Ministério Público e permitir que a “Praça do Jacaré” seja devidamente repaginada.

FEIRA DE ALIMENTOS ORGÂNICOS SERÁ INAUGURADA NESSE SÁBADO

ORGÂNICOS FOTO CONVITE INAUGURAÇÃOEstá marcada para esse sábado, 27, às 08:30 horas, a inauguração da Feira de Alimentos Orgânicos de Jales, que vai funcionar no prédio construído pela administração Parini na esquina da Rua Quatro com a Avenida “Jânio Quadros”, ao lado do Comboio.

A Feira de Alimentos Orgânicos não nasceu de uma hora para outra e, espera-se, veio para ficar. A ideia começou a ser gestada há meses e contou com a preciosa ajuda dos irmãos Hilton e Nilton Marques, que auxiliaram os produtores orgânicos de Jales e região a se organizarem.

De acordo com o Hilton Marques, a Feira só vai comercializar produtos orgânicos certificados. O Hilton ressaltou, também, que os secretários Hilário Pupim (Agricultura) e Niltinho Suetugo (Planejamento), além do prefeito Flávio Prandi, estão dando total apoio aos produtores que organizaram a Feira. 

DUAS OPINIÕES SOBRE A ABSOLVIÇÃO DE CLÁUDIA CRUZ

cláudia cruz eduardo cunha

Pessoalmente, acho que a absolvição da jornalista Cláudia Cruz esconde algum interesse obscuro. Talvez seja uma tentativa de manter Eduardo Cunha calado, uma vez que a condenação dela poderia precipitar uma delação premiada do marido. E, ao que parece, tem muita gente interessada em que Cunha continue silente.

De qualquer forma, reproduzo por interessantes, duas opiniões divergentes,  produzidas por jornalistas de esquerda, sobre a absolvição da esposa de Eduardo Cunha. A primeira, logo abaixo, é do blogueiro Fernando Brito, que ironiza a decisão de Sérgio Moro:

Transcrevo, para que o caro leitor e a querida leitora avalie, o trecho da sentença de Sérgio Moro que inocenta Cláudia Cruz, lavrada no mais belo estilo de considerá-la uma mulher fútil e ignorante, que  gasta mais de um milhão de dólares sem saber de onde vem, pobrezinha.

“Nesse ponto, porém, entendo que carece a imputação de suficiente prova do dolo. A acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi interrogada em Juízo. Alegou em síntese que era esposa de Eduardo Cosentino da Cunha, que confiava em seu marido e que desconhecia o envolvimento dele em crimes de corrupção”.

“Quanto à conta no exterior, confirmou que assinou os papéis relativos à abertura da conta em nome da Kopek, mas que tinha, na época, presente que se tratava apenas de um cartão de crédito internacional.
Atribui a responsabilidade dos fatos a Eduardo Cosentino da Cunha que teria lhe apresentado os papéis para assinar”.

“Também afirmou que Eduardo Cosentino da Cunha cuidava da gestão financeira da família e inclusive da apresentação de sua declaração de imposto de renda”.

“Cumpre observar que, de fato, não há prova de que ela tenha participado dos acertos de corrupção de Eduardo Cosentino da Cunha”.

“Por outro lado, como visto nos itens 283-290, na documentação da conta em nome da Kopek, consta de fato a informação de que a conta foi aberta exclusivamente para alimentar cartões de crédito, entre eles da acusada Cláudia Cordeiro Cruz”.

“A conta e seus ativos não foram, de fato, declarados pela acusada nas declarações de ajuste anual de imposto de renda”.

“Entretanto, a escusa apresentada pela acusada, de que era o seu marido quem cuidava das suas declarações de rendimento, é plausível”.

No “raciocínio” de Moro, uma mulher – adulta, madura e capaz – é apenas uma imbecil que recebe uma mesada no cartão de crédito e a gasta em boutiques de luxo flanando, sem uma questão sequer sobre a sua origem.

Ela só mora com ele e é ele quem cuida da sua vida, de sua renda, de seu dinheiro, dos seus gastos.

Uma ofensa à inteligência das mulheres. Uma ofensa à inteligência de todas e todos.

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A segunda opinião é do colunista Breno Altman. Por sinal, Breno – assim como Cláudia Cruz – faz parte de um pequeno grupo de pessoas absolvidas por Moro. Em abril de 2016, ele foi conduzido coercitivamente para depor na PF e se tornou réu em uma ação que tentava ligar o PT ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Quase um ano depois das humilhações que lhe foram impostas pelo MPF, Breno foi absolvido, mas sua absolvição não mereceu o mesmo estardalhaço de sua condução coercitiva e das acusações imputadas a ele. Vejamos o que disse Altman sobre a absolvição de Cláudia Cruz:

“Que os amigos e amigas mais exaltados me perdoem, mas essa foi uma das poucas sentenças equilibradas do juiz Sérgio Moro”, diz Altman.

“Prender ou condenar parentes de primeiro grau sem qualquer vinculo com supostos crimes do réu principal, por meras provas de usufruto, não necessariamente com dolo, tendo como razão vinculante apenas a relação pessoal ou parental, seria um terrível atropelo ao devido processo legal e às garantias constitucionais”, defende o jornalista. 

Para Breno Altman, o único crime provado de Cláudia Cruz é ser casada com Eduardo Cunha. “Mas esse delito não está tipificado no Código Penal ou em qualquer outro documento legal”, afirmou.

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